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25/01/2018 - 16:45

A musicista Itacy Ferreira, 86 anos, é professora de teoria musical na Fundação Carlos Gomes. Apesar de já estar aposentada, ela continua trabalhando. Primeiro porque ama o que faz, como ela mesmo declara, e segundo por ser uma profissional reconhecida tanto pelos alunos quanto pela própria instituição, que faz questão de mantê-la no quadro. Ela é um dos 44.561 servidores aposentados pelo governo do Estado, e integra um segmento que, segundo o IBGE, corresponde a 17% da população brasileira: o de aposentados, que comemoram o seu dia em 24 de janeiro.

Itaci Ferreira é formada em piano e começou a trabalhar com a música na década de 70. Em 1994 atingiu a aposentadoria, e faz parte dos cerca de 30 mil servidores aposentados atendidos pelo Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep), que garante a assistência à saúde, com efetividade, aos funcionários públicos estaduais e seus dependentes, na perspectiva da seguridade social. No caso específico desse público, o Iasep trabalha em duas frentes: a da prevenção e do atendimento domiciliar aos que apresentam dificuldades de locomoção. No âmbito da prevenção, o instituto dispõe de um quadro de profissionais que atuam na área da geriatria, com a realização periódicas de exames, acompanhamento nutricional e fisioterapia. Além disso, o Iasep desenvolve atividades lúdicas, como dança e música, para trabalhar a socialização do aposentado. “São serviços voltados para os segurados acima de 60 anos que tem como objetivo propiciar uma melhor qualidade de vida”, explica a coordenadora de Assistência à Saúde, Lorena Bandeira.

Para os pacientes com dificuldades de locomoção, o Iasep conta com o programa “Assist Lar”, que atende pacientes em processos pós-operatórios ou que estejam acamados, com cuidados em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, orientação nutricional, psicologia, orientações aos cuidadores de idosos, oxigenoterapia e serviço de ambulância.

Somente no trabalho de prevenção são atendidos uma média de 250 a 300 segurados em Belém, Ananindeua e Castanhal. Apenas na capital, os atendimentos nessa frente giram em torno de 1.700 a 2.000 por mês. Já o programa “Assist Lar” beneficia 400 segurados, sendo que 80% deles estão na faixa entre 64 e 95 anos.

É o caso da professora Ana Maria Costa, 67 anos, que trabalhou a vida toda como professora na rede estadual de ensino, no município de Viseu. Aposentada há mais de 20 anos, ela sofreu um AVC que lhe deixou sem os movimentos nas pernas e desde 2015 recebe o atendimento domiciliar. “Toda vez que eu preciso, os médicos vêm em casa para me atender e deixam orientações de como seguir com o tratamento. Venho apresentando melhora nos movimentos graças à fisioterapia”, explica.

A gerente de atendimento domiciliar do Iasep, Márcia Wanzeler, explica que entre os segurados a maior parte é composta por aposentados, mas os serviços são direcionados a paciente de todas as idades. “Os profissionais orientam os familiares e cuidadores para que os pacientes tenham uma melhor qualidade de vida e conforto na ausência dos profissionais”, destaca.

Para o aposentado Emanoel Sampaio, 73 anos, que trabalhou como agente de saúde, fazendo a coleta de sangue para a realização dos testes de filariose linfática. A chegada da aposentadoria trouxe uma série de mudanças em sua rotina. A primeira foi no ritmo de vida. “Eu estava acostumado a caminhar muito, então no início foi muito complicado, porque eu não aguentava ficar muito tempo parado”, comenta.

A alternativa que Emanoel encontrou foi participar do Projeto “Vida Ativa”, que atende o público de maior idade com atividades físicas orientadas, possibilitando melhor qualidade de vida e resgatando a autoestima da pessoa idosa. “No ‘Vida Ativa’ eu encontrei atividades que ocuparam meu tempo. Gostei e me acostumei. Lá eu faço hidroginástica, ginástica de salão e, de vez em quando, também faço caminhadas, passeios e participo de festas. Fiz muitos amigos e formei uma outra família”, ressalta.

As atividades do Programa “Vida Ativa” são orientadas por professores de Educação Física e supervisionadas por técnicos em Gestão de Esporte e Lazer. Incluem a prática de hidroginástica, natação, caminhada, ginástica, aerodança, dança folclórica, alongamento, voleibol, ioga, xadrez e memorização.

Fonte: Agência Pará